Em meio às transformações recentes provocadas pela Reforma Tributária, Victor Maciel está inserido em um contexto no qual temas como eficiência fiscal, governança corporativa e planejamento empresarial ganharam ainda mais relevância. A implementação gradual do IBS e da CBS tem levado empresas a revisar processos, sistemas e estratégias, revelando desafios que muitas vezes permaneciam ocultos em períodos de maior estabilidade.
A transição tributária iniciada em 2026 tem levado empresas a revisar processos, sistemas, controles e rotinas que permaneceram praticamente inalterados durante anos. Como consequência, organizações que acreditavam estar preparadas para qualquer mudança passaram a identificar inconsistências operacionais, dificuldades na gestão das informações e falhas de integração entre diferentes áreas do negócio. Mais do que uma mudança fiscal, o momento atual está se tornando um importante teste de maturidade empresarial.
Por que algumas empresas estão se adaptando mais rapidamente?
A velocidade de adaptação tem variado significativamente entre os negócios. Enquanto algumas organizações conseguem analisar impactos, ajustar processos e revisar estratégias com relativa tranquilidade, outras enfrentam dificuldades para compreender os reflexos das mudanças sobre suas operações.
Segundo Victor Maciel, essa diferença costuma estar relacionada ao nível de organização interna. Empresas que investiram em governança, gestão de informações e planejamento ao longo dos últimos anos tendem a possuir uma visão mais clara dos seus processos. Por essa razão, conseguem avaliar cenários com maior precisão e responder às mudanças de forma mais eficiente.
Os novos tributos estão revelando problemas antigos?
Muitas das dificuldades observadas atualmente não foram criadas pela Reforma Tributária. Na realidade, diversos problemas já estavam presentes dentro das empresas, mas permaneciam ocultos em períodos de maior estabilidade. A necessidade de revisar operações, contratos e fluxos de informação apenas tornou essas fragilidades mais visíveis.
Na avaliação de Victor Maciel, falhas em controles internos, ausência de indicadores confiáveis e processos pouco documentados são exemplos de situações que passaram a exigir atenção imediata. Além disso, empresas que dependem excessivamente de informações descentralizadas encontram mais obstáculos para realizar análises e projeções consistentes.
A eficiência fiscal começa dentro da operação
Existe uma percepção comum de que eficiência fiscal está relacionada apenas à apuração correta dos tributos. Entretanto, a experiência de muitas empresas durante a transição demonstra que a questão é mais ampla. A qualidade das informações utilizadas pela organização influencia diretamente sua capacidade de adaptação e de tomada de decisão.

Conforme analisado por Victor Maciel, empresas com processos estruturados conseguem identificar impactos tributários com mais rapidez porque possuem maior controle sobre custos, margens, operações e fluxo financeiro. Dessa forma, a eficiência fiscal deixa de ser apenas uma obrigação e passa a integrar a estratégia de crescimento e fortalecimento empresarial.
Dados e governança ganharam ainda mais importância
A implementação gradual do IBS e da CBS aumentou a necessidade de informações confiáveis. Custos operacionais, formação de preços, gestão de créditos e acompanhamento de indicadores passaram a exigir um nível maior de precisão. Nesse contexto, a qualidade dos dados tornou-se um ativo estratégico para as empresas.
Sob a perspectiva de Victor Maciel, organizações que investem em governança corporativa possuem melhores condições para enfrentar esse cenário. Afinal, quando informações relevantes circulam de forma organizada e acessível, os gestores conseguem tomar decisões com mais segurança e reduzir riscos associados às mudanças regulatórias.
O que as empresas podem aprender com esse momento?
Poucos movimentos regulatórios tiveram potencial tão grande para estimular uma revisão interna das empresas quanto a Reforma Tributária. Independentemente do setor de atuação, a necessidade de adaptação está incentivando gestores a olhar com mais atenção para aspectos que muitas vezes ficavam em segundo plano.
Como observa Victor Maciel, o processo de transição não deve ser visto apenas como uma adequação às novas regras. Trata-se também de uma oportunidade para fortalecer controles, aprimorar processos e desenvolver uma estrutura mais preparada para os desafios futuros. Em um ambiente empresarial cada vez mais competitivo, empresas que utilizarem esse momento para aperfeiçoar sua gestão poderão transformar uma obrigação regulatória em uma importante vantagem estratégica.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez