Conforme explica o senhor Aldo Vendramin, os Cavalos Crioulos são uma das raças mais emblemáticas da América do Sul, conhecidos por sua resistência, força e versatilidade. Originários da região do Pampa, que abrange Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, esses animais conquistaram reconhecimento internacional, tornando-se cada vez mais valorizados no mercado externo. Nos últimos anos, a exportação de Crioulos cresceu significativamente, impulsionada pela qualidade genética e pelo desempenho.
Mas como o Brasil alcançou esse patamar e quais são os desafios para a expansão da raça no exterior? Entenda agora:
Como o Brasil se tornou referência na criação do Cavalo Crioulo?
O Brasil investiu fortemente no desenvolvimento da raça, combinando tradição e tecnologia para aprimorar o desempenho dos Crioulos. O país possui alguns dos melhores centros de genética equina do mundo, onde são selecionados animais com características desejáveis, como resistência, agilidade e docilidade. Além disso, programas de reprodução assistida e melhoramento genético têm permitido a criação de linhagens cada vez mais competitivas.

Outro fator determinante para o reconhecimento internacional foi a valorização da raça em provas funcionais, como o Freio de Ouro, que testa a habilidade, resistência e inteligência dos Crioulos. Como destaca Aldo Vendramin, esses eventos ganharam visibilidade global e atraíram criadores estrangeiros, interessados na qualidade dos cavalos brasileiros. Como resultado, o Brasil se tornou um dos principais exportadores da raça, levando sua excelência para diversos países.
Quais mercados internacionais estão mais interessados na raça?
Os Cavalos Crioulos têm despertado interesse em diversos mercados internacionais, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. Criadores norte-americanos enxergam na raça um cavalo versátil, capaz de atuar em esportes equestres, ranchos e até em provas de resistência. Já na Europa, países como Alemanha e França têm investido na raça, tanto para competições quanto para lazer equestre.
Além disso, de acordo com o empresário Aldo Vendramin, mercados emergentes, como o Oriente Médio e a Ásia, começam a demonstrar interesse pelos Crioulos brasileiros. O crescente investimento em esportes equestres nessas regiões abre novas oportunidades para a exportação da raça. Com um cavalo que une força e resistência a um temperamento dócil, o Crioulo tem potencial para conquistar ainda mais espaço globalmente.
Quais são os desafios da exportação de Cavalos Crioulos?
Apesar do crescimento da exportação, o mercado internacional ainda impõe desafios para os criadores brasileiros. Como elucida Aldo Vendramin, a burocracia e as exigências sanitárias de alguns países dificultam o processo de exportação, exigindo certificações rigorosas e altos custos logísticos. Além disso, a adaptação dos animais a novos climas e condições de manejo pode ser um fator a ser considerado pelos compradores estrangeiros.
Outro desafio é a necessidade de maior divulgação e promoção da raça no exterior. Embora o Cavalo Crioulo já seja reconhecido na América do Sul, muitos mercados ainda desconhecem seu potencial. Investimentos em marketing internacional, participação em feiras e competições globais são essenciais para consolidar a presença da raça fora do Brasil e ampliar as oportunidades de exportação.
Por fim, os Cavalos Crioulos conquistaram espaço no mercado internacional, graças ao trabalho de seleção genética e ao desempenho excepcional da raça em provas funcionais. O Brasil se tornou referência mundial na criação, exportando animais de alto padrão para diversos países. Segundo Aldo Vendramin, com o crescente interesse global por cavalos de qualidade, o Crioulo brasileiro tem tudo para se consolidar como uma das raças mais valorizadas do mundo.
Autor: Vladimir Shestakov
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital