Conforme evidencia Tiago Schietti, o setor funerário exerce um papel essencial na sociedade, atuando em um dos momentos mais sensíveis da vida humana: a despedida. Ainda assim, os profissionais que trabalham nessa área frequentemente enfrentam invisibilidade, estigmas e falta de reconhecimento, apesar da complexidade técnica e emocional envolvida em suas funções.
Falar sobre valorização profissional no setor funerário é reconhecer que esse trabalho exige preparo, empatia, ética e equilíbrio emocional. Mais do que executar procedimentos, esses profissionais oferecem acolhimento, organização e dignidade em situações de dor profunda, o que torna seu papel social indispensável. Leia para saber mais sobre o tema!
O papel estratégico dos profissionais funerários na sociedade
Profissionais do setor funerário lidam diariamente com famílias fragilizadas, tomadas por emoções intensas e, muitas vezes, desorientadas. Nesse contexto, sua atuação vai muito além da logística e dos aspectos técnicos do serviço.
Eles são responsáveis por orientar decisões importantes, garantir o cumprimento de normas legais e sanitárias, respeitar crenças culturais e religiosas e, acima de tudo, conduzir o processo com humanidade. No entendimento de Tiago Schietti, esse conjunto de responsabilidades reforça o caráter estratégico da profissão e a necessidade de reconhecimento compatível com sua importância social.
Por que o reconhecimento ainda é um desafio no setor funerário?
Apesar da relevância do trabalho, o reconhecimento profissional ainda enfrenta barreiras culturais. A morte continua sendo um tema evitado, o que acaba refletindo diretamente na forma como os profissionais do setor são vistos pela sociedade.

Além disso, a falta de informação sobre a complexidade das funções funerárias contribui para a desvalorização. Muitas pessoas desconhecem os conhecimentos técnicos, legais e operacionais envolvidos, o que reduz a percepção de profissionalismo e dificulta avanços em termos de carreira, remuneração e prestígio.
Valorização profissional começa pela formação e qualificação
De acordo com Tiago Schietti, investir em formação é um dos pilares para fortalecer o reconhecimento no setor funerário. Cursos técnicos, capacitações contínuas e treinamentos específicos elevam o nível dos serviços prestados e ajudam a consolidar a imagem de um profissional preparado e qualificado.
A qualificação também impacta diretamente a autoestima dos trabalhadores, que passam a compreender melhor o valor de sua atuação. Profissionais bem formados tendem a oferecer atendimentos mais seguros, humanizados e alinhados às boas práticas do setor.
Fatores que contribuem para a valorização no setor funerário
A valorização profissional não depende de um único elemento, mas de um conjunto de ações e mudanças estruturais, como aponta Tiago Schietti. A seguir, alguns fatores que influenciam diretamente esse processo:
- Reconhecimento público da importância social do setor;
- Investimento em capacitação técnica e emocional;
- Melhoria das condições de trabalho;
- Políticas internas de valorização e carreira;
- Comunicação transparente com a sociedade;
- Fortalecimento da ética e da humanização no atendimento.
Esses fatores ajudam a construir uma imagem mais justa e respeitosa dos profissionais funerários, tanto internamente quanto perante o público.
O impacto da valorização na qualidade dos serviços prestados
Quando os profissionais se sentem valorizados, o reflexo aparece diretamente na qualidade do atendimento, assim como frisa Tiago Schietti. Ambientes de trabalho mais saudáveis, reconhecimento institucional e oportunidades de crescimento contribuem para equipes mais engajadas e preparadas.
No setor funerário, isso se traduz em atendimentos mais empáticos, organizados e seguros, beneficiando não apenas os profissionais, mas também as famílias atendidas. A valorização, portanto, não é apenas uma questão trabalhista, mas um fator determinante para a excelência dos serviços.
Caminhos para fortalecer o reconhecimento no setor funerário
Por fim, avançar na valorização profissional exige esforços conjuntos de empresas, entidades representativas e da própria sociedade. Tornar o trabalho funerário mais visível, falar abertamente sobre a morte e promover o debate sobre boas práticas são passos fundamentais.
Ao reconhecer o setor funerário como uma atividade técnica, humana e essencial, cria-se um ambiente mais respeitoso e profissional. Isso contribui para a construção de carreiras mais sólidas, para a retenção de talentos e para a consolidação de um setor cada vez mais preparado para cumprir seu papel social.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
