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Folha de Teresina Notícias > Blog > Noticias > Por que ter muitos dados não significa tomar decisões melhores? Veja como escolher o que realmente importa
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Por que ter muitos dados não significa tomar decisões melhores? Veja como escolher o que realmente importa

Por Liam Everdale 6 Min de leitura 22/07/2026
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Márcio Pires de Moraes
Márcio Pires de Moraes

Os dados deixaram de ser um recurso escasso dentro das empresas e passaram a ser um excesso quase constante. Entretanto, de acordo com Márcio Pires de Moraes, profissional com experiência em análise financeira e composição de custos, essa abundância nem sempre se traduz em decisões mais seguras. Muitas vezes, o volume de informação disponível cria a ilusão de controle, quando, na prática, dificulta a escolha do caminho certo. Pensando nisso, a seguir, abordaremos por que o excesso de indicadores pode travar decisões e como separar o que realmente merece atenção.

Contents
Por que ter mais dados nem sempre significa mais clareza?Como o excesso de indicadores paralisa a tomada de decisão?Como priorizar o que realmente importa na hora de decidir?O papel da experiência na leitura dos indicadoresDecidir com menos ruído, não com menos informação

Por que ter mais dados nem sempre significa mais clareza?

Quando o volume de indicadores cresce, a tendência natural é acreditar que a decisão ficará mais segura. Na prática, o efeito costuma ser o oposto: cada nova métrica exige tempo de leitura, comparação e interpretação, e esse esforço extra nem sempre traz clareza. O resultado é um gestor que sabe mais sobre o cenário, mas demora mais para agir sobre ele.

Isto posto, um painel com dezenas de métricas simultâneas ilustra bem esse problema. Conforme destaca Márcio Pires de Moraes, diante de tantos números, a atenção se dispersa entre indicadores que apontam direções diferentes, e uma decisão que deveria levar minutos passa a exigir reuniões inteiras só para definir qual informação deve prevalecer sobre as demais.

Como o excesso de indicadores paralisa a tomada de decisão?

A paralisia decisória raramente nasce da falta de informação. Ela surge quando o volume de dados ultrapassa a capacidade de organização de quem decide, e cada indicador passa a competir por atenção sem que exista um critério claro de prioridade. Segundo Márcio Pires de Moraes, esse acúmulo tende a gerar mais dúvida do que direção, mesmo quando a intenção original era justamente o contrário. Tendo isso em vista, os seguintes hábitos ajudam a evitar esse tipo de travamento antes que ele se instale na rotina de análise:

  • Definir qual pergunta a decisão precisa responder antes de consultar qualquer indicador;
  • Eliminar métricas que não influenciam diretamente o resultado esperado;
  • Separar dados históricos de sinais que exigem ação imediata;
  • Estabelecer um limite de indicadores acompanhados em cada decisão.
Márcio Pires de Moraes
Márcio Pires de Moraes

Esses critérios não eliminam a complexidade dos dados disponíveis, mas evitam que ela se transforme em obstáculo. Reduzir o número de variáveis observadas em cada análise é, na prática, uma forma de devolver agilidade a um processo que, de outro modo, tende a se arrastar sem necessidade.

Como priorizar o que realmente importa na hora de decidir?

Como ressalta o profissional com experiência em análise financeira e composição de custos, Márcio Pires de Moraes, priorizar não significa ignorar dados, mas hierarquizá-los conforme o impacto real de cada decisão. Um indicador só merece espaço na análise se puder mudar o rumo da escolha; caso contrário, funciona apenas como ruído estatístico disfarçado de informação relevante.

Essa hierarquia exige disciplina constante. Muitas equipes continuam acompanhando métricas por hábito, não porque elas ainda influenciem algum resultado concreto, e isso alimenta a sensação de que decidir bem depende sempre de mais informação. Cortar o que não importa costuma ser mais produtivo do que acrescentar mais um relatório à rotina de trabalho.

O papel da experiência na leitura dos indicadores

Dados isolados raramente contam toda a história; é a experiência de quem decide que transforma número em direção. Sem esse filtro, o excesso de informação apenas aumenta a superfície de dúvida, sem necessariamente melhorar a qualidade da escolha final tomada pela equipe.

De acordo com Márcio Pires de Moraes, isso não significa dispensar a tecnologia ou os sistemas de indicadores usados hoje nas empresas. Significa reconhecer que o dado, por si só, não decide nada; ele apenas descreve um cenário. Logo, quem converte essa descrição em ação precisa de critério, contexto e disposição para ignorar aquilo que não é essencial naquele momento.

Decidir com menos ruído, não com menos informação

Em última análise, o desafio das empresas não é ter acesso a mais dados, é aprender a descartar aqueles que não contribuem para a decisão em curso. Esse exercício de corte, mais do que qualquer painel sofisticado, é o que diferencia equipes que decidem bem das que apenas acumulam relatórios sem propósito claro.

Dessa maneira, priorizar poucos indicadores bem escolhidos costuma render decisões mais rápidas e mais consistentes do que perseguir a totalidade dos dados disponíveis em cada área. Portanto, decidir bem não depende de enxergar tudo ao mesmo tempo, depende de saber exatamente onde olhar antes de agir.

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